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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vale sempre a pena relembrar!

Viemos aqui para informar que no dia 22 de Fevereiro de 2011 - Terça-feira - Dia Europeu da Vitima - Vamos realizar uma palestra onde teremos o perfil de um agressor, de uma vitima e de uma técnica que fará uma contextualização do tema e dará alguns conselhos a nós, jovens!

Esta palestra terá inicio ás 9h no auditório da nossa escola.

Depois, faremos um resumo sobre esta palestra, que parece prometer!

Até lá , Sejam Felizes ;)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de São Valentim - (Conclusão)

Bem, o prometido é devido!







Deixamos fotografias das nossas telas terminada, bem como as informações que afixamos sobre o que é a Violência no Namoro. 



Agradecemos a todas as pessoas que colaboraram connosco. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Notícia!!!!

Caros (per)seguidores,
Na quinta feira, dia 10 de Fevereiro de 2011, a noticia fomos nós. Saiu uma noticia, no jornal Reconquista.

A noticia é a seguinte: 

"Penamacor: Violência e emoções à mesa da sala de aula

O dia dos namorados não se faz apenas de corações, poemas e prendas. Num dia em que se fala de amor, um grupo de alunas do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, de Penamacor, propõe uma reflexão sobre o tema da violência nas relações. O colóquio que vai juntar na mesma sala um antigo agressor e uma vítima de violência doméstica é apenas uma das actividades de um trabalho no âmbito da disciplina de Área Projecto.
O projecto "Quem cala consente" está a ser desenvolvido por quatro alunas do 12.º ano, que desde o inicio do ano estão a estudar o fenómeno da violência nas relações. Uma realidade que não acontece apenas dentro do casamento. Em 2008 um estudo da Universidade do Minho, com base em inquéritos a 4730 jovens, concluiu que um quarto já tinha sido vítima de violência por parte dos namorados. Na Ribeiro Sanches não há estudos sobre a matéria, mas existe a noção do problema. 

"Toda a gente pensa que a violência é entre o homem e a mulher e não é bem assim. Cá na escola nós temos a percepção disso", diz Dalila Pelicano, uma das jovens envolvidas no projecto. Mas a violência também é psicológica, com palavras que doem mais que um estalo, exemplifica a jovem.
O "Quem cala consente" está presente na internet através do blogue http://quemcalaconsente12a.blogspot.com/ e do sitio http://www.wix.com/quemcalaconsente/accd. Os espaços são utilizados para divulgar artigos, poemas e outro material relacionado com o tema, bem como as actividades que vão sendo desenvolvidas. 
Cláudia Salvado, outra das jovens envolvidas no trabalho, admite que o tema da violência nas relações não foi a primeira, nem sequer a segunda opção na altura de começar a trabalhar, mas acabaram por agarrar o tema com unhas e dentes. A primeira das actividades aconteceu em Novembro, com uma largada de balões para assinalar o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Em preparação estão também duas feiras, cuja receita reverte para uma associação de apoio à vítima.
No outro lado da sala o tema em estudo é a inteligência emocional. O conceito é ainda difícil de explicar, mas Rita Barreiros arrisca. "É para ver se devemos pensar antes de agir, ou então agir racionalmente ou consoante as emoções", diz a aluna. O grupo dedica-se a estudar a maneira como as pessoas se relacionam entre si e como surgem os desaguisados.
Patrícia Leitão, uma das colegas, diz que muitas das vezes há mal-entendidos "que causam conflitos e acabam-se amizades assim". O alvo são os alunos do 5.º e do 6.º ano, a quem tenta explicar tudo isto com recurso a jogos e outras maneiras de passar a mensagem mais adequadas à idade.
A psicóloga Helena Duarte, que esteve pela primeira vez com este grupo de alunas do 12.º ano, diz que o trabalho está no bom caminho.
"Fiquei surpreendida, até porque é uma área que não é muito conhecida", confessou ao Reconquista.
Os trabalhos integrados no Área Projecto estão a ser desenvolvido em colaboração com a Cáritas Diocesana da Guarda, no âmbito de uma iniciativa transfronteiriça que em Portugal envolve escolas de quatro concelhos dos distritos de Castelo Branco e da Guarda.
Paulo Neves considera importante aprender o Português ou a Matemática, mas para ele também é necessário dar aos jovens o conhecimento da realidade envolvente. 
"O grande objectivo deste projecto é contribuir para que os alunos, o resto da comunidade e até o país conheçam melhor este território e que isso consiga promover algum desenvolvimento local", diz o responsável da Cáritas da Guarda, que está a trabalhar com as congéneres espanholas de Ciudad Rodrigo e Salamanca.
Os trabalhos destas alunas de Penamacor, mas também do Sabugal, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo, vão ser apresentados em todos os concelhos e para o mês de Maio está previsto um encontro para o qual estão a ser convidadas personalidades destes concelhos que dão cartas a nível nacional. 
Este trabalho só é possível porque existe uma disciplina chamada Área Projecto, que o Ministério da Educação decidiu extinguir no final deste ano lectivo. António Canoso, o professor que coordena os trabalhos na Ribeiro Sanches, lamenta o desfecho.
"É um erro acabar com ela, porque aqui tinham possibilidade de desenvolver actividades fora das disciplinas", diz o professor. 
Helena Pinto, a presidente do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, também lamenta o fim da Área Projecto, lembrando que em Penamacor tem sido aproveitada para desenvolver parcerias com outras instituições. Em 2010 uma colaboração com a Adraces, a Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro Sul, resultou na elaboração de um DVD sobre o concelho. 
Para a responsável pelo agrupamento de escolas penamacorense "é muito importante que os alunos façam trabalhos que possam ser aproveitados e tenham alguma validade no mundo exterior à escola". "


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

NÚMEROS NEGROS

Em 2009, 639 pessoas idosas foram vítimas de violência – ou seja, cerca de 13 por semana – denuncia a Associação de Apoio à Vítima. Segundo a APAV, os crimes contra os idosos aumentaram 120% entre 2000 e 2009. Só em Setembro de 2010, a Linha do Cidadão Idoso, um serviço do Provedor de Justiça, recebeu 27 chamadas a denunciar maus tratos a cidadãos que mereciam ter chegado a esta fase da vida com menos desassossego.
A uma outra linha de apoio telefónico, a SOS Voz Amiga, 155 idosos confessaram aos voluntários ideias de suicídio e vontade de morrer, de Janeiro a Agosto deste ano. Os números, ao contrário das palavras, não se escondem atrás de adjectivos. São o que são. Estes são duros.



Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/a-violencia-nao-se-reforma

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Violência em pessoas idosas

Quando pensamos em violência, raramente associamos a pessoas idosas, contudo na nossa sociedade verifica-se.


O que é considerado violência contra as pessoas idosas?
Manifestações de violência, física, psicológica, financeira e negligência ou abandono.



O que fazer se souber ou suspeitar que uma pessoa idosa é vítima de violência?

1. Tente aproximar-se dela e converse com cuidado:

Diga-lhe expressamente que acredita nela.

Diga-lhe que pode confiar em si.

2. Se existir confidência de violência:

Diga-lhe que a culpa não é dela.

Diga-lhe que vai fazer tudo para a apoiar.

Faça realmente tudo o que puder para a apoiar.


3. Comunique a situação às autoridades policiais ou aos serviços do Ministério Público junto de um tribunal.

4. Comunique também aos serviços de Saúde e aos da Segurança Social.

5. Ajude a pessoa idosa a contactar a APAV para iniciar um processo de apoio jurídico, psicológico e social.

6. Seja muito discreto/a e haja sempre com prudência.

7. Não exponha a vida da pessoa idosa à curiosidade alheia.

8. Demonstre sempre a máxima serenidade e atenção.

9. Respeite a sua liberdade e as suas decisões, reforçando a confiança na capacidade de gerir a sua própria vida.


O que não deve fazer

• Dizer-lhe que ficará despontada se não fizer o que lhe disse para fazer ou se voltar para o/a agressor/a;

• Fazer comentários que possam culpabilizá-la;

• Tentar fazer «mediação» entre a pessoa vítima e o/a agressor/a;

• Confrontar o/a agressor/a: tal poderá ser perigoso para si e também para a pessoa vítima.


O que fazer se é uma pessoa idosa vítima de crime?

• Não tenha vergonha e não se isole. Tente conversar com alguém da sua confiança sobre o assunto;

• Faça queixa às autoridades policiais ou aos serviços do Ministério Público junto de um tribunal;

• Denuncie também aos serviços de Saúde e aos da Segurança Social;

• Contacte a APAV para iniciar um processo de apoio, jurídico, psicológico e social;

• Aja sempre com prudência;

• Exija que a sua liberdade e as suas decisões sejam sempre respeitadas.

A violência contra as pessoas idosas é um problema real e muito grave.

É da responsabilidade de todos os cidadãos denunciar estes crimes e apoiar as vítimas.

Não consinta. Denuncie.

A violência magoa. O seu silêncio pode magoar ainda mais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Definições ... :)

Existe violência quando, numa relação amorosa, um exerce poder e controlo sobre o outro, com o objectivo de obter o que deseja.
A violência não conhece fronteiras de estratos sociais, faixas etárias, religiões, etnias, etc, e ocorre em todos os casais (hetero e homossexuais).

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Considera-se Violência Doméstica "qualquer acto, conduta ou omissão que sirva para infligir, reiteradamente e com intensidade, sofrimentos fisicos, sexuais, mentais ou económicos, de modo directo ou indirecto (por meio de ameaças, enganos, coação ou quaquer outro meio) a qualquer pessoa que habite no mesmo agregado doméstico privado (pessoas - crianças, jovens, mulheres adultas, homens adultos ou idosos - a viver em alojamento comum) ou que, não habitando no mesmo agregado doméstico privado que o agente da violência, seja conjugue ou companheiro marital ou ex-conjugue ou ex companheiro marital" (Machado e Gonçalves, 2003)

VIOLÊNCIA NO NAMORO

A violência nas relações amorosas surge quando os rapazes pensam que têm o direito de decidir determinadas coisas pela namorada e quando pensam que ser masculino é ser agressivo e usar a força
Nestas relações, normalmente as raparigas acreditam que:
- as crises de ciúme e o sentimento de posse do namorado significam que ele a ama;
- são responsáveis pelos problemas da relação;
- não podem recusar ter relações sexuais quando ele deseja;

Mitos e Realidades

Mito: A violência no namoro não é uma situação comum nem séria.
Realidade: A violência não é apenas um problema de adultos, também ocorre nas relações amorosas entre adolescentes.

Mito: As adolescentes gostam dessas relações ou não continuariam com o namoro.
Realidade: As adolescentes mantém as relações de namoro por várias e complexas razões, nunca por gostarem de ser abusadas. Ninguém se mantém numa relação de abuso porque gosta, e sair duma relação violenta pode ser um processo muito difícil.

Mito: Um rapaz grita ou bate porque gosta da namorada.
Realidade: Os rapazes que agem dessa forma estão a usar a violência para controlar a namorada. Gostar de alguém quer dizer respeitar a pessoa não a agredindo.

A violência no namoro tem consequências graves em termos de saúde física e mental para a jovem, tais como:

Perda de apetite e emagrecimento excessivo, dores de cabeça, nódoas negras, queimaduras (ácido, pontas de cigarro), nervosismo, tristeza, ansiedade, sentimentos de culpa, baixa auto-estima, confusão, depressão, isolamento, gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, baixa dos rendimentos escolares ou abandono escolar e mesmo em último caso suicídio!

Tenham Cuidado ;)